ZÉ
Jose Aderbal Lima


O Zé sempre foi um bom companheiro, boa praça, estava sempre por perto.
Levava a vida sossegada, e sempre podíamos contar com ele.
Tinha poucas recordações do Riacho da Onça, saiu de lá muito pequeno, mas retornou umas 3 vezes, numa delas passou quase dois meses.
O Zé era casado com a Vera desde junho de 1988, mas em junho de 2014, em consequência da Diabetes, faleceu em casa, deixando muita saudade.
… tínhamos 6 anos de diferença, em determinado momento isso era muita distância, com o passar dos anos, praticamente não havia, mas diferença.
Vivemos juntos nossa infância na Rua9, estudamos no mesmo Colégio, o Pedro Fonseca, jogamos futebol no time do Brasilzinho em muitos campos,
deste o Matão, Maracaterra, Rua9, no Espada, no Rebouças e em diversos outros lugares pelos bairros da nossa São Paulo.
O Zé era festeiro, gostava de noitada, de farra e de praia, adora uma água.
Mesmo depois de casado continuamos juntos e nos últimos anos ainda mais.
Também sentia um orgulho imenso por mim e do meu futebol, jogamos juntos e comprou muita briga por minha causa,
afinal eu era o craque e apanhava muito e ele um zagueiro estilo Lugano da vida, bom, mas um Lugano, se me entendem.
Quando minha filha Luísa nasceu ele não saia de casa, adorava a Luísa.
Sempre tive certeza de que estava feliz com minha forma de viver, meu trabalho, minhas viagens, minha casa,
nossos amigos, nossa família e sempre estava torcendo por mim.
Nos 3 últimos anos ele era meu porto seguro, eu sabia que podia viajar e ele estaria presente para segurar a onda e vice e versa.
Mas um dia nos braços da Vera ele adormeceu e não acordou mais.
Foi feliz e levou a vida dele do jeito que queria até o último momento.
José Aderbal Lima
Riacho da Onça – Bahia
25.10.1956
+ 00.06.2014