NOVA YORK 2025



Em abril de 2025, meu querido amigo, Maestro João Carlos Martins, me disse que encerraria a carreira internacional no Carnegie Hall, em Nova York, no dia 9 de maio de 2025.
Contei para a Laura, e ela organizou e pagou nossa viagem para prestigiá-lo.
Assim, no dia 6 de maio embarcamos em um voo da Delta com destino a Nova York.
Fizemos uma escala de 3 horas em Atlanta e chegamos no dia 7 ao Aeroporto Newark Liberty Internacional (EWR), localizado em Newark, New Jersey, a cerca de 31 quilômetros de Manhattan.
Na verdade, nunca fiz questão de conhecer os Estados Unidos.
Mas, em 2016, estive em Los Angeles, quando eu, Laura e Luísa fomos comemorar o aniversário de 16 anos da nossa Neguinha, a Luísa.
Afinal, Los Angeles é a cidade onde ela deseja morar e trabalhar um dia, pela paixão e pela profissão que está construindo no cinema.
Mas agora posso dizer: Nova York é poderosa pra cacete. kkkk
Ficamos em um hotel muito simples, o POD 51, que fica na 51st, entre a 2nd e a 3rd Ave, próximo ao Carnegie Hall. Com certeza voltaremos em breve, mas para outro hotel. kkkk
Sem dúvida, foi uma ótima surpresa. Eu não tinha muita expectativa.
Meu compromisso em Nova York era assistir à apresentação do Maestro João Carlos Martins no Carnegie Hall, no dia 9 de maio, às 20h.
Aliás, comi bola e cheguei atrasado à apresentação.
É isso mesmo: saí do Brasil para ver um show e cheguei atrasado. Mas a culpa é do fuso horário — meu relógio estava com a hora do Brasil. kkkk
Quando chegamos, encontramos o teatro completamente lotado, e uma recepcionista nos levou até nossos assentos.
Poucos minutos depois que nos sentamos, João Carlos Martins entrou no palco, foi ao piano e tocou Luíza, música composta para a novela Brilhante, tema da personagem Luíza, interpretada por Vera Fischer.
Emocionante.
Afinal, ele sempre me disse: “Delci, toco essa música para sua filha Luísa, com S e acento.” E comentei com Laura, nossa ele nunca abre o espetáculo com Luísa.
Nesse momento, duas senhoras brasileiras que estavam nos assentos da frente olharam para trás e disseram: “Moço, o espetáculo não está começando, essa é a segunda parte.”
E me entregaram o programa. Ou seja: entramos no intervalo.
Mas o importante é que conseguimos assistir à magistral interpretação da nossa música favorita.
E, para completar, eu e Laura já havíamos assistido ao ensaio no dia anterior, no próprio Carnegie Hall. Kkkk.
O teatro estava com capacidade máxima, a maioria brasileiros, como Boni, Sandra Annenberg, José Roberto Burnier e muitos outros.
O Maestro, como sempre, maravilhoso.
Ao final, fomos para a sala onde ele recebeu algumas pessoas, nos despedimos e voltamos para o hotel.
Depois dessa apresentação, o que mais fizemos foi andar pelas badaladas e maravilhosas ruas, como a 5ª Avenida — que é para poucos — com todas as grandes marcas da moda feminina e masculina. Passeamos muito pela Broadway.
Acredito que ir a Nova York e não ir à Broadway é a mesma coisa que ir a Salvador e não ir ao Pelourinho, kkkk
Brincadeiras à parte, nos encantamos pela Broadway.
Posso dizer que é um lugar para gente grande. O que você imaginar de bom espetáculo tem na Broadway. Mas não foi dessa vez; está na nossa agenda.
O roteiro dessa viagem era da Laura.
Conhecemos o Central Park, onde almoçamos em uma das muitas barracas de lanche espalhadas pela entrada do parque.
Comi um macarrão e Laura um cachorro-quente — na verdade, os dois meia-boca.
Fomos ao Memorial e Museu do 11 de Setembro, um lugar impressionante, mas de tristes lembranças das Torres Gêmeas.
Passamos pelo famoso bairro do Soho, onde aproveitamos para tomar uma das muitas cervejas americanas.
Continuamos nossa caminhada e fomos conhecer a Wall Street, onde enfrentamos uma enorme fila para passar a mão no “saco” do famoso Touro de Wall Street.
Espero que nos traga bons negócios.
Almoçamos em um dos restaurantes próximos e depois pegamos um desses ferry boats para ver a Estátua da Liberdade.
No outro dia, pagamos US$ 40 cada e subimos até o topo do Empire State Building, onde é possível ver Nova York de todos os lados.
O Brooklyn é um passeio obrigatório. Você pode ir de carro, mas o legal é atravessar a pé a famosa ponte, considerada uma das mais antigas pontes suspensas dos Estados Unidos, com extensão de 3,7 km ida e volta. Um ponto lotado de turistas e com uma bela visão de Nova York. Vale a pena.
E, como se diz, quem tem boca vai a Roma. Aproveito para dizer: quem tem perna vai a Nova York.
A sensação que tive é que tudo é perto em Nova York. Se tiver tempo e coragem, consegue conhecer bastante da cidade.
Nos 7 dias, andamos a pé 132.640 passos, num percurso de 105 km.
Sem dúvida, Nova York é um lugar para o qual voltaremos em breve.


