TRIP EUROPA 2015


EUROPA – JUNHO DE 2015
Barcelona – Marselha – Cannes – Nice – Mônaco – Monte Carlo – Milão – Beaune – Dijon – Paris – Andorra

Minha querida filha Luísa, 9 anos de muito amor.
Em nossas férias de junho de 2015, resolvemos ir para a Europa.
Quando pensei num roteiro, minha ideia era que você e sua mãe conhecessem um pouco do que há de bom e do melhor numa determinada região da Europa.
Atendendo a um pedido da sua mãe, iniciamos nossas férias por Barcelona, na verdade ela queria conhecer o Camp Nou, o sagrado estádio de futebol do Barcelona, que hoje é um dos melhores times do mundo. Fanática por futebol e torcedora do São Paulo, ela tem uma admiração pelo Barcelona.
Sendo assim, no sábado, dia 13 de junho, às 17h50, embarcamos no Aeroporto de Guarulhos no voo SQ 67, no Boeing 777-300 da Singapore Airlines, direto para o Aeroporto El Prat de Llobregat.
Onze horas depois, estávamos em Barcelona, na Espanha.

DOMINGO

Chegamos em Barcelona às 10h00 e fomos direto para o Hotel Ibis Sagrada Família, que fica a uma quadra da famosa igreja romana Sagrada Família, projetada pelo arquiteto Antoni Gaudí, da Catalunha.
A construção da igreja começou em 1882 e tornou-se uma atração turística muito popular, para onde milhões de turistas vão para ver a magnífica igreja romana, construída por um dos arquitetos mais brilhantes do mundo.

JOSE SÁNCHES
No domingo à tarde, tivemos como nosso guia um amigo espanhol, Jose Sánchez, que mora em Barcelona e trabalha como coordenador dos cursos de pós-graduação em tradução, onde faço a direção das transmissões das aulas dele aqui no Brasil, pela Phorte Educacional, do querido amigo Fabio Mazzonetto.
Sánchez foi nosso guia por dois dias, nos mostrando e contando um pouco da história de Barcelona. Passeamos com ele pelas Ramblas, o porto, a praia, a Vila Olímpica, as Plaças d’Espanya e da Catalunha, e andamos nas Carrers das grifes famosas, onde paramos para tomar uma Coca e umas cervejas espanholas. Visitamos diversas catedrais e ouvimos muitas histórias contadas pelo Sánchez. Uma delas foi quando, nos mostrando uma catedral, ele contou para você que foi ali que começou toda a rivalidade entre as cidades de Barcelona e Madrid.
Bom, você ja esteve conosco em Madrid quando tinha 1 ano de idade.
Isso mesmo, em 2007 passamos uns dias em Portugal na casa do meu querido sobrinho Andre, junto com Fernanda, Raquel e Lucas e num final de semana, eu, você, sua mãe, o primo merda (André) e a Fernanda, fomos passar um final de semana em Madrid.
Bom, voltando a Barcelona, almoçamos num dos famosos restaurantes no porto, onde apreciamos o famoso jamón, a perna de porco ou o presunto espanhol, que é cortado em fatias.
Comemos peixe (sardinha) e outras coisas espanholas.
De volta ao hotel e muito cansados, fomos dormir para acertar o fuso horário.

SEGUNDA-FEIRA

Pela manhã saímos para tomar um café numa cafeteria próxima à Sagrada Família; aproveitamos para tirar umas fotos na igreja e conhecer o bairro. Retornamos ao hotel e, de carro, fomos até o Camp Nou, o estádio do Barcelona. No estádio, tiramos fotos e compramos regalos e até uma camisa oficial do Barça. Em 1992, estive no Camp Nou assistindo a uma partida entre as seleções dos Estados Unidos e da Itália pelos Jogos Olímpicos de Barcelona.

No retorno ao centro, passamos no grandioso Magazine El Corte Inglés, onde compramos para você uma camiseta e um diário da Violetta, que é uma personagem de uma série argentina de que você gostava muito. Eu e a sua mãe aproveitamos e compramos outras coisas também.
O Magazine El Corte Inglés é enorme e vende de tudo; todas as vezes que estive na Espanha, comprei alguma coisa nele.
Comemos e nos divertimos muito com a comida e a língua catalã.
Aliás, em Barcelona começou a nossa Babilônia (grande confusão) com a língua: buenos días, buenas noches, bale, a ver e outras frases que fomos adicionando ao nosso vocabulário.
Almoçamos no restaurante Café & Té, próximo à Av. Diagonal, que é uma das maiores e mais importantes avenidas de Barcelona, cortando o centro da cidade em duas partes.
Retornamos para o hotel e, à noite, saímos apenas para jantar em um dos diversos restaurantes administrados por orientais.
Até hoje estamos curiosos para saber qual é a origem deles, mas uma coisa é certa: tem muito oriental dono de restaurante em Barcelona.
Num deles jantamos pizza e tomamos vinho; você, uma Fanta estranha.

TERÇA-FEIRA
Eu não poderia deixar de rever e mostrar para você onde tive uma das maiores emoções da minha vida — “é claro que a mais importante foi o dia em que você nasceu em 22 de março de 2006
O local é onde estive em 1992, trabalhando a convite do meu amigo e parceiro Pedro Tadeo Zorzetto na cobertura jornalística pela Rádio Bandeirantes dos Jogos Olímpicos de Barcelona.
Neste local no Estadi Olímpic Lluís Companys em Montjuïc, vi um arqueiro acender a pira olímpica com uma flecha em chamas na abertura dos Jogos Olímpicos.
Foi uma emoção inesquecível! Naquele momento, o estádio inteiro chorou, e eu também. A emoção de estar ali é inexplicável.

Este foi o palco central e da abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona. Rever o Parc de Montjuïc junto com você e sua mãe, curtir toda a sua beleza, seus castelos, seus museus e a vista da cidade de Barcelona foi fascinante. Talvez você entenda melhor a emoção que senti em 1992 quando estivermos nas Olimpíadas Rio 2016, no Brasil.
Tenho certeza de que você e sua mãe ficaram encantadas com Barcelona, que é uma cidade limpa, bonita, cheia de turistas e com muitos lugares descolados para conhecer.
Sua mãe quer ir morar em Barcelona. Quem sabe!
Começamos bem nossa viagem. Hasta pronto!

QUARTA-FEIRA

Três dias depois de nossa estadia em Barcelona, partimos no Kia Sportage que alugamos para a cidade de Cannes, rumo à Provence, Côte d’Azur ou Riviera Francesa, como também é conhecida a região do sul da França. Alguns dizem que é o lugar mais chique, caro e charmoso do mundo; hoje posso dizer que concordo.
A primeira cidade em que paramos na França foi Marselha, mas fomos para o centro e ficamos num lugar não muito bom. Almoçamos num restaurante simples onde um francês muito simpático nos serviu um macarrão à carbonara. Você e sua mãe adoraram; eu nem tanto, mas comi tudo. 180 km depois de andarmos por uma estrada belíssima, chegamos a Cannes.
CANNES

Cannes é uma das cidades turísticas mais belas do mundo e mundialmente famosa, principalmente pelos dois grandes festivais que são realizados na cidade: o Festival de Cinema e o Festival Internacional de Publicidade e Criatividade Cannes Lions.
Chegamos a Cannes quatro dias antes do início do maior evento da publicidade mundial, o Cannes Lions.
Apesar de ser publicitário, nunca sonhei em estar em Cannes como profissional, mas dei sorte ao Brasil.
Neste ano, conquistamos a principal premiação do festival, o Grand Prix de TV/Cinema na categoria Film para o filme “100”, da agência F/Nazca e produzido pela Stink para o cliente Leica, e trouxemos para casa um total de 107 Leões.
Vive la publicité brésilienne!
Cannes é lugar de gente grande, grande mesmo, com muito dinheiro; é uma cidade encantadora e luxuosa.
Nos hospedamos no Hotel Amarantes, que fica no número 78 do Boulevard Carnot, que termina a dois passos do Palais des Festivals et des Congrès e do famoso Boulevard de la Croisette. Andar a pé ou de carro pela Croisette é sentir de perto o que é ser chique.
Durante os festivais, passam pela Croisette os principais atores, produtores e diretores de cinema de Hollywood, e também os profissionais mais criativos da publicidade mundial.
E nós também passeamos e nos divertimos pela Croisette, com seus puxadinhos à beira da calçada de todas as grifes mais famosas do mundo, expondo e vendendo seus produtos para os endinheirados do mundo afora.
Dormimos duas noites em Cannes, almoçamos e jantamos nos belos e chiques restaurantes da Rue Félix Faure.
Na primeira noite, jantamos no Café Bohème: “3 Plats du Jour”, ou seja, entrada, prato principal, uma bebida e uma sobremesa. A conta: 60 euros.
Os menus vão de 12 a 60 euros por pessoa.
Quinta-feira

Na manhã seguinte, saímos de carro e fomos conhecer as praias de Cannes, um cenário belíssimo, cheio de lanchas, iates enormes, casas cinematográficas e muitas outras lojas, restaurantes e bares badalados. Você aproveitou e foi se banhar nas águas frias do Mar Mediterrâneo; eu e a sua mãe ficamos a olhar.
Ali, olhando para você no mar de Cannes, lembrei de quando eu era adolescente e queria fazer cinema. Neste período, eu assistia e lia sobre os filmes franceses e seus diretores: François Truffaut, Claude Lelouch, Jean-Luc Godard, entre outros que usaram a Côte d’Azur como tema e cenário para seus filmes maravilhosos.
Aliás, o melhor filme que assisti na minha vida é RETRATOS DA VIDA, com direção do francês Claude Lelouch e trilha sonora do Bolero de Ravel.
Um dia você vai assistir e depois me conta.
Fique sabendo que, durante um bom tempo, eu li muito sobre o Cinema Novo e a Nouvelle Vague.
Como a vida segue, hoje julho de 2026, você está fazendo o curso de Cinema na AIC “Academia Internacional de Cinema.
Tenho certeza de que será uma ótima profissional e chegará ao Festival de Cinema de Cannes e ao Oscar, espero ainda estar por aqui.
Depois desse passeio, almoçamos num restaurante próximo ao hotel, no Boulevard Carnot, 78.
De volta ao hotel, um banho de piscina, descanso e pronto para sair novamente.
Um passeio à noite a pé na Av. de la Croisette, mais fotos e uma visita à Église Notre-Dame-d’Espérance.
Uma visão panorâmica do porto e das ruas badaladas de Cannes.
Às 10 horas da noite começa a escurecer em Cannes, assim saímos e jantamos novamente num dos vários e charmosos restaurantes da Rue Félix Faure, e você comeu de sobremesa um petit gateau legítimo da França. Onze horas da noite, hora de voltar para o hotel e fazer as malas para seguir viagem.
Cannes, nous allons revenir un dia! (Cannes, nós vamos voltar um dia!)

MÔNACO
Pela manhã, seguimos viagem rumo ao Principado de Mônaco, antes passamos por Nice — uma passada rápida, mas deu para perceber que tem muito charme.
Depois de 55 km e de uma estrada bem sinuosa morro abaixo, chegamos a Mônaco.
Mônaco é um dos seis microestados da Europa e um dos 24 do mundo. É governado há mais de sete séculos pela Casa de Grimaldi.
É conhecido por seu circuito de Fórmula 1, o Grande Prêmio de Mônaco, o Cassino de Monte Carlo e por ser um paraíso fiscal, local ideal para os bilionários e um dos locais onde o custo de vida é um dos mais caros do mundo.
Fomos conhecer o Cassino de Monte Carlo, mas não conseguimos entrar por você ser menor, uma pena.
Na praça do Cassino tem o Café de Paris, sempre lotado de gente elegante, um mini shopping com as famosas grifes e o luxuoso Hotel de Paris.
Andar em Mônaco é lembrar do Ayrton Senna, da F1, e claro que não poderíamos deixar de dar uma volta de carro no Túnel Larvotto, por onde os carros da F1 passam a mais de 300 km por hora.
Eu, dirigindo o Kia Sportage, andei no máximo a 60 km/h.
Andamos também na curva da Avenue Princesse Grâce, cenário para tirar várias fotos e mostrar para os amigos fanáticos por automobilismo.
Monte Carlo é um dos distritos de Mônaco, estância luxuosa famosa pelo seu glamour e vida badalada.
Almoçamos num restaurante italiano próximo ao Cassino, o dono foi muito atencioso, nos atendendo hora em francês, hora em italiano e até em português (uma de suas funcionárias era carioca). Comemos macarrão e, claro, ao final, ele nos agradeceu com um puxado “obrigado”.
O Principado de Mônaco é um local para reis, rainhas e príncipes e, como você é a nossa princesa, estávamos no lugar certo.

À bientôt, Monaco!

MILÃO
Seguimos nossa viagem e subimos o morro na estradinha sinuosa, com uma paisagem maravilhosa de Mônaco tendo o mar como cartão-postal.
Pegamos a rodovia principal para a Itália rumo a Milão, uma estrada com paisagem belíssima, muitos túneis e viadutos.
Passamos pelas cidades de Sanremo, Savona, Gênova e muitas outras cidades italianas.
303 km depois, chegamos na bela cidade de Milão.
Era por volta das 6 horas da tarde. Fomos direto para o Novotel Milano, um lugar tranquilo, com banheira, piscina e bastante área verde; aproveitamos bastante o hotel.

Como na Europa nesta época do ano escurece por volta das 10 horas da noite, resolvemos sair de carro e ir até a EXPO 2015, que é uma exposição mundial com mais de 140 países expondo na feira.
O custo final para a implantação do projeto em Milão foi da ordem de US$ 15 bilhões.

O Brasil participou com um pavilhão de 4 mil m², apresentando seminários, eventos de negócios, atividades culturais e gastronômicas.
Organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, o Brasil gastou cerca de R$ 66 milhões para manter toda a estrutura durante a feira mundial, incluindo a montagem e desmontagem do pavilhão de três andares, área de paisagismo e auditório para 200 pessoas.
Visitamos o estande e pretendíamos jantar nele, mas havia acabado de fechar.
Como eu tinha visitado a EXPO 1992 em Sevilha, na Espanha, queria que você conhecesse e aprendesse um pouco sobre a história e a cultura dos países participantes.
A EXPO é um local para conhecer em pelo menos uns 3 dias; o mundo e a cultura de cada país estão por lá.
Ficamos no máximo 3 horas, mas tenho certeza de que você e sua mãe gostaram.
Eu e sua mãe tínhamos nos credenciado como jornalistas, mas não conseguimos pegar as credenciais; pagamos 5 euros cada um no ingresso.
Bom, quem estava nos guiando e nos levando a todos os lugares com uma precisão incrível era a Gabriela, nossa companheira de viagem.
A Gabriela era a voz do nosso GPS que esteve conosco a viagem toda.
De volta ao hotel, banheira e uma boa noite de sono.

DOMINGO

Arrivederci, Milão!
Saímos do hotel por volta das 8 horas da manhã rumo a Beaune, na França.
A ideia era passar em Genebra, na Suíça, para conhecermos a cidade, mas resolvemos ir direto para Beaune.
Primeiramente, tivemos que atravessar o Túnel do Monte Branco (Tunnel du Mont-Blanc), alta montanha dos Alpes e da União Europeia, atingindo uma altitude de 4.810 metros; é o primeiro dos cumes dos Alpes com mais de 4.000 metros. Fique esperto, o bilhete do pedágio para atravessar o Mont-Blanc foi bem caro: 42 euros.

Mesmo no calor, vimos montanhas com neve, teleférico… tudo muito lindo.
Almoçamos na estrada num restaurante simples. Eu comi um sanduíche e vocês, um macarrão ao molho carbonara. Comemos e seguimos viagem.

540 km depois que saímos de Milão, na Itália, chegamos a Beaune, na França.
Na Côte de Beaune estão os mais famosos vinhedos de Chardonnay do mundo. É uma cidadezinha simples, a capital do vinho da Borgonha; é pequena, charmosa, rodeada de vinhedos e fácil de ser visitada.
Ficamos hospedados no Novotel Beaune, com direito a piscina e banheira. Aproveitamos bastante o hotel, principalmente você, que não queria sair da piscina.
Fomos dar uma volta na cidade, onde havia muitos restaurantes, turistas e bandas cantando ao ar livre ou nos bares.
Jantamos num restaurante típico francês, o Dame Tartine, onde uma francesinha nos atendeu e tentou nos entender, e nós a ela, numa mistura de português, inglês e três palavras em francês, mas deu tudo certo. Eu comi um escalope de frango e você e a mamãe um pavê de carne com batata frita, regado a vinho e Coca-Cola. Pagamos 47 euros no jantar.

SEGUNDA-FEIRA – BEAUNE

Por volta das 9 da manhã acordamos e fomos tomar café. Você e sua mãe aproveitaram e foram tomar um banho de piscina. Tínhamos programado um passeio de bicicleta, mas, apesar de ser segunda-feira, a cidade parecia final de tarde de domingo, tranquila e silenciosa. Então resolvemos andar de carro por Beaune. Fomos estradinha adentro e passamos por vários povoados, cada um com seu nome na porta e suas vinícolas particulares; foi um passeio agradável.
Almoçamos num restaurante por quilo — isso mesmo, em Beaune tem restaurante por quilo! Fomos ao Carrefour comprar refrigerantes, água e também sorvete Häagen-Dazs: 4 unidades por 4,90 euros, muito barato.
No final da tarde, resolvemos visitar a cidade de Dijon, a aproximadamente uns 30 km de Beaune.
Dijon é conhecida pela sua marca registrada: a mostarda de Dijon, e seus vinhos da Borgonha.
Nessa noite você pediu e jantamos no McDonald’s perto do hotel.
Voltamos para o quarto e dormimos, afinal, no outro dia viajaríamos para Paris, uma das cidades mais esperadas por vocês.


TERÇA-FEIRA
Acordamos por volta das 8 da manhã, tomamos café e seguimos viagem.
De Beaune a Paris são mais ou menos 311 km de uma bela estrada e também muitos pedágios.
Chegamos a Paris por volta da 1 hora da tarde e fomos direto para o Novotel Paris Porte d’Italie, na região de Ivry-sur-Seine, que fica próxima ao Boulevard Périphérique, uma espécie de Marginal Pinheiros que rodeia toda a Paris.
Não conseguimos fazer o check-in; naquele momento o hotel estava cheio e o restaurante ainda mais. Então, deixamos o carro no estacionamento do hotel e fomos almoçar no restaurante Le Plaza, que fica próximo. Pedi um ravioli à la crème, sua mãe um gnocchi au gorgonzola e você um menu enfant (bife com fritas) e sobremesa de mousse de chocolate.
Nós dois tomamos Coca-Cola e sua mãe, uma cerveja Heineken. Comemos bem e pagamos 37 euros e 20 cents.
Em nossa estadia em Paris, jantamos mais três vezes no restaurante Le Plaza.

Voltamos ao hotel e fomos recepcionados por uma jovem portuguesa que nos atendeu muito bem e nos deu algumas dicas da cidade.
Quando perguntamos onde poderíamos comprar alguma coisa barata, ela foi objetiva: “Em Paris nada é barato”.
Ela tinha razão, mesmo naquela semana em que o comércio de Paris estava em promoção.
Fomos para o quarto, desfizemos as malas e nos aprontamos para mais uma aventura linguística, com algumas frases na ponta da língua: “S’il vous plaît, ne parlez pas français”, “Bonjour”, “Merci”, “Bonsoir”. Lá vamos nós conhecer a Cidade Luz e do amor: Paris!

Com o mapa na mão, fomos de metrô. Com todas as suas estações e variações, tivemos que pedir ajuda para comprar os tíquetes; um simpático rapaz nos ajudou.
Com os bilhetes em mãos, fomos direto para a esperada Torre Eiffel, que é o edifício mais alto de Paris e o monumento pago mais visitado do mundo.
Nuas últimas vezes em que estive em Paris, apenas uma vez subi até o primeiro andar.
Pagamos 13 euros cada um para subirmos até o topo. Milhões de pessoas sobem à torre a cada ano.
Nomeada em homenagem ao seu projetista, o engenheiro Gustave Eiffel, foi construída como o arco de entrada da Exposição Universal de 1889 — aquela mesma EXPO que fomos ver em Milão.
A torre possui 324 metros de altura e alguns lances nós subimos a pé. Haja força! Mas estamos em Paris e se anda muito.
Você e sua mãe, com a proposta de ir até o topo, foram bravas e fortes, e chegamos lá.
Subir de elevador até o topo posso dizer que dá um pouco de medo; é muito alto e, a cada metro, a torre vai ficando mais fina.
Mas a visão do topo é fantástica: muitas fotos, selfies e muita gente. Primeira meta cumprida.
Dez horas da noite e ainda claro, voltamos de metrô para o hotel.
Demain est un outro jour.

QUARTA-FEIRA


Novamente com o mapa na mão, seguimos metrô afora rumo ao Museu do Louvre. Instalado no Palácio do Louvre, é um dos maiores e mais famosos museus do mundo.
Localiza-se no centro de Paris, entre o Rio Sena e a Rue de Rivoli, próximo à Champs-Élysées. É o museu mais visitado do mundo, recebendo aproximadamente 10 milhões de visitantes por ano.
O prédio é um local enorme com coleções de artefatos do Egito antigo, da civilização greco-romana, artes decorativas e numerosas obras-primas de grandes artistas como Ticiano, Rembrandt, Michelangelo, Goya e Rubens, além de peças como a Vitória de Samotrácia e a Vênus de Milo, entre muitas outras. O Louvre abrange oito mil anos da cultura da civilização, tanto do Oriente quanto do Ocidente.
Lá encontramos o retrato mais famoso na história da arte, senão o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo.
Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos.
É claro que estamos falando da Mona Lisa, também conhecida como A Gioconda, a mais notável e conhecida obra de Leonardo da Vinci, um dos mais eminentes homens do Renascimento italiano.
E nós e todo mundo estávamos lá fotografando a Mona Lisa. Eu e sua mãe pagamos 13 euros cada um; você tinha entrada franca.
Tenho certeza de que jamais se esquecerá da visita ao Louvre e terá muitas histórias para contar aos seus amigos de escola.
Era a minha 3ª vez no Louvre, estive em 1992 durante as olimpíadas de Barcelona e depois em 2007 com meus alunos e amigos da faculdade FIAM, Marcio Moron e Nano Filho.

Saímos de lá, tiramos várias fotos na pirâmide da entrada do museu e seguimos nosso caminho passando pela Place de la Concorde. Antes, paramos para fazer nossas primeiras compras em Paris: é claro, perfumes! Numa das inúmeras lojinhas da Avenue Gabriel, mais uma vez uma atenciosa senhora francesa falando um espanhol compreensível nos vendeu dois perfumes que compramos para a sua tia Leda.
É claro que chorei muito por um desconto e ainda levamos de brinde amostras e uma sacola.

Atravessemos a Place de la Concorde e paramos no meio do parque, numa barraquinha com donos orientais, para comermos três cachorros-quentes e duas Cocas: 12 euros no total. Este foi o nosso almoço.
Andamos mais um pouco e chegamos à Av. des Champs-Élysées. Com seus cinemas, cafés, lojas de grifes luxuosas e rodeada por castanheiros-da-índia, a Avenue des Champs-Élysées é uma das ruas mais famosas do mundo. Neste momento, resolvi fazer uma maldade com a sua mãe e entramos na loja da Louis Vuitton, que é uma das marcas mais desejadas do mundo, principalmente pelas mulheres que são apaixonadas pelas suas cobiçadas bolsas.
Pedi para ela escolher uma das diversas bolsas expostas nas elegantes prateleiras. Com segurança, vendedores e vendedoras, todos muito bem-vestidos e com luvas brancas nas mãos, visualizamos uma bolsa Majestueux Tote PM ao preço de 7.450 euros (R$ 27.565,00).
Ainda bem que sua mãe não gostou da bolsa, achou pequena (rs).
Não preciso dizer que a loja estava lotada e com muita gente comprando, mas 27 mil reais numa bolsa achei um pouquinho caro. kkkk
Depois desta maldade, seguimos até o Arco do Triunfo, um monumento construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, localizado na praça Charles de Gaulle.
Algumas fotos e selfies, descemos a Avenue des Champs-Élysées pelo outro lado.
Paramos num dos charmosos bares na calçada. Você tomou um refrigerante, sua mãe um café e eu uma taça de champagne: 12 euros. Afinal, nós estávamos na Av. des Champs-Élysées!
Como tínhamos um jantar no Rio Sena, paramos numa das lojas na Champs e compramos um vestido “francês” para você.
Nem precisamos dizer que você ficou mais linda ainda! Apesar de ser na Champs-Élysées, até que foi baratinho.

Quatro horas da tarde, saímos da Champs e pegamos o metrô para a Pont de Saint-Michel. Tínhamos um compromisso lá às 19h40, mas é claro que nos perdemos: entra no metrô, sobe no vagão da linha 8, se perde na linha 12, faz baldeação na 5 e anda mais um pouco dentro da estação… Pronto, conseguimos! Chegamos à Pont de Saint-Michel.

Em Paris todos andam com um mapa na mão. O GPS Sygic até que funcionava bem, mas o mapa dá um certo charme, e se perder em Paris é um luxo.

Tínhamos comprado aqui no Brasil um cruzeiro no bateaux-mouches Paris en Scène às 19h40, um daqueles passeios com jantar no Rio Sena: 150 euros para os três.

Às 19h30 já estávamos aguardando para entrar no barco. Você estava linda com o vestido que compramos na Champs-Élysées. Belle et chic!

Acomodamo-nos numa mesa reservada e o barco partiu no horário. Sem dúvida, uma experiência romântica e encantadora navegar no Rio Sena tendo como fundo a Catedral de Notre-Dame, o Musée du Louvre, a Pont de l’Alma e a Tour Eiffel — cenário ideal para muitas fotos e selfies.

Assim que o barco saiu, o serviço começou. De entrada: Miroir de foie gras aux fruits rouges (eu comi tudo, vocês passaram); prato principal: Suprême de volaille, sauce pleurotes et estragon; e de sobremesa: Duo de gourmandises. Você tomou água e nós, duas garrafas de Vin Rouge Moulin De Labordes, safra 2011, da região de Bordeaux. 129 euros os três. Magnifique, très bien!

Quinta-feira

Na manhã de quinta, saímos cedo de ônibus e fomos para a Cathédrale Notre-Dame de Paris, que é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico.

Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora). Havia muitos turistas e muitos camelôs vendendo de tudo. É claro que compramos alguma coisa: os 30 chaveiros da Torre Eiffel nós compramos de um camelô imigrante. Não ficamos sabendo de que país ele era, mas ele me chamou de “brasileiro” assim que paguei os chaveiros.

Depois de algumas fotos na frente da igreja e aguardando a fila, entramos.

Entrada franca, coisa rara em Paris! Demos a volta tradicional, mais fotos e estávamos de volta à rua.

Voltamos a Saint-Michel, um bairro muito agradável, com seus muitos restaurantes e lojinhas onde compramos camisetas, lenços, torres e outras lembranças para nós e para os queridos amigos do Brasil.

Almoçamos na Rue de la Huchette, no restaurante Le Jardin du Roy. Um simpático garçom francês se encantou com você e sentamos para comer o plat du jour. Eu comi um boeuf bourguignon (um picadinho metido a besta, ou melhor, à francesa, kkk), sua mãe comeu omelete e você, macarrão. Você tomou Coca-Cola e eu e sua mãe, duas verres de vin rouge. 33 euros.

Mais algumas comprinhas e tínhamos a intenção de fazer um piquenique às margens do Rio Sena — todo mundo faz isso.

Mas nos demos ao luxo de parar para tomar somente uma Coca-Cola. Final de tarde, hora de pegar o busão e voltar para o hotel.

Anota aí!

Quando voltarmos a Paris, ficaremos hospedados em Saint-Michel.

Demain, vamos nos divertir na Disneyland!

Sexta-feira

Nosso destino é o Boulevard de l’Europe, na cidade de Serris, mais conhecida como Disneyland Park. Então, com a ajuda da Gabriela, lá vamos nós rumo à Disney, que fica a uns 35 km de Paris.

Estive na Euro Disney em junho de 92; ela tinha acabado de ser inaugurada.

A Disneyland Paris, originalmente Euro Disney Resort, é um resort de entretenimento em Marne-la-Vallée, uma cidade planejada localizada 35 km a leste do centro de Paris. É o segundo parque mais visitado da Disney em número de visitantes, com 15,6 milhões de pessoas ao ano. Já que estávamos em Paris, eu tinha que voltar à Disney com você.

Bom, não preciso nem dizer o quanto você adorou! É verdade que andamos em poucos brinquedos, mas o primeiro deles, o elevador do hotel assombrado que você indicou, foi uma aventura e tanto. Ficamos umas 6 horas nos dois parques. Você comprou a Minnie e a sua mãe, o Olaf. Compramos muitos outros souvenirs para nós e nossos amigos do Brasil.

Os três ingressos eu comprei no Brasil e paguei no total 190 euros.

Mas decidimos: a próxima Disney somente quando você tiver pelo menos uns 14 anos.

Mais um dia de muita caminhada e diversão. Hora de pegar o carro e voltar para Paris.

Chegando a Paris, resolvemos dar uma volta à noite de carro para ver a Torre Eiffel e a cidade iluminada.

A cidade é linda, e a torre à noite é muito mais imponente, é maravilhosa!

Uma volta pela cidade e retornamos ao hotel.

Au revoir, Paris, à bientôt!

Sábado

Por volta das 9 horas da manhã, saímos de Paris rumo a Andorra. São 860 km pela estrada A20 L’Occitane, uma bela estrada, com muitas plantações e diversas estações de energia eólica terrestre.

Passamos pelas cidades de Châteauroux e Toulouse até chegar ao Principado dos Vales de Andorra, que é um pequeno país europeu localizado na cordilheira pirenaica, entre o nordeste da Espanha e o sudoeste da França.

Antes isolado, o principado é hoje um país próspero, principalmente devido ao crescimento do turismo e por seu status de paraíso fiscal.

Atualmente, a população andorrana está listada como tendo a maior expectativa de vida do mundo, com média de 83,52 anos.

Andorra também é o sexto menor país da Europa, maior apenas que Malta, Liechtenstein, São Marinho, Mônaco e Vaticano.

Sua capital é a cidade de Andorra-a-Velha, onde ficamos hospedados no Hotel Holiday Inn, localizado na Carrer Prat de la Creu, 88, bem pertinho da principal avenida de Andorra, a Avinguda Meritxell — o centro de perdição das mulheres!

Você e sua mãe ficaram loucas com a quantidade de lojas de perfumes e cosméticos, as enormes lojas Júlia, as farmácias e os mercados.

Como Andorra é um paraíso fiscal, tudo estava aproximadamente 30% mais barato do que em Barcelona, Milão, Paris ou por onde passamos. Sua mãe comprou muitos cremes, águas termais e perfumes; tivemos que comprar uma bolsa somente para ela trazer essas coisinhas.

Almoçamos e jantamos em dois restaurantes da Av. Meritxell. O Hotel Holiday Inn é muito bom, com um quarto enorme, banheira e piscina aquecida.

Sua mãe tem falado que, sempre que for para a Europa, tem que terminar em Andorra para trazer a mala cheia de perfumes e outras coisas.

Aviat tornarem a Andorra! (Em breve voltaremos a Andorra!)

Domingo

Domingo depois do almoço partimos de Andorra rumo a Barcelona.

Na vinda de Paris até Andorra, pegamos uns 40 km de estrada morro acima e morro abaixo, uma estrada muito estreita e um tanto perigosa; não aconselho fazer esse trajeto à noite. Mas de Andorra para Barcelona vai de boa, e 200 km depois estamos no BAH Barcelona Airport Hotel, localizado na Plaza Volateria, 3, Parc de Negocis Mas Blau, dentro do parque do aeroporto El Prat de Llobregat.

Chegava a última noite de estadia da nossa aventura pela Europa. Jantamos no hotel, eu e sua mãe tomamos duas garrafas de vinho frisante italiano e fomos dormir.

Segunda de manhã, partimos para o Brasil.

17 dias de muita aventura.

5 tanques de gasóleo.

Muitos e muitos pedágios.

3.500 km rodados pelas estradas da Espanha, França, Mônaco, Itália, Suíça e Andorra.

Encantamento, cultura, diversão e muito conhecimento. Estamos de volta no voo SQ 68 da Singapore Airlines, de Barcelona para São Paulo.

Onze horas depois, estamos em São Paulo.

Duas horas depois, o seu padrinho Anderson nos pegou no Aeroporto de Guarulhos e fomos todos jantar no restaurante Rancho do Vinho, que fica perto de casa.

Para matar a saudade, comemos o melhor arroz e feijão do mundo, tendo o acompanhamento das nossas carnes, costelas, cupim, chorizo, pão de alho, batata frita e, claro, Coca-Cola e cerveja.

Umas horinhas mais tarde, chegamos à nossa casa, nosso querido lar.

Londres, Salzburgo, Munique, Roma e a Toscana nos aguardam…

Vocês foram ótimas companheiras de viagem.

Para terminar, minha frase preferida:

VIAJAR É MUITO BOM. MAS VOLTAR PARA CASA É MELHOR AINDA.

Meus amores.