Bento Gonçalves um brinde aos apreciadores de vinho

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Bento Gonçalves é um município do Estado do Rio Grande do Sul , um charme de lugar, principalmente para quem gosta de vinhos. A região foi colonizada por alemães e há registros de que em 1825, um cidadão chegou ao local com uma carta de Dom Pedro I incentivando o cultivo da vinha, juntamente com as primeiras mudas. Mas em 1875 começaram a chegar os italianos, originando a Colônia de Dona Isabel, sede de um pequeno comércio no qual tropeiros faziam paradas para descanso. O que pode explicar a tradicional característica gastronômica encontrada na rota dos vinhos: rodízio de massas.

Nós, entretanto, chegamos em Bento no dia 27 de dezembro do ano passado (2016). Fizemos ótimos passeios, porém a vindima (época de colheita das uvas) ocorre do final de janeiro a final de março. Vale pesquisar as datas corretas de cada ano, acredito que as experiências serão ainda mais ricas (#ficaadica1). Foram 2 dias de passeios por algumas vinícolas da região e um dia pelo centro de Bento Gonçalves.

A primeira parada foi no coração desta simpática cidade do interior. Ainda decorada para o Natal a praça principal misturava o encanto natalino com a história local na “Via del Vino”. Flores, anjos e até uma fonte rosa para encanto dos turistas. Ideal para um sorvete ou um cafezinho, dependendo do clima que, nesta época do ano, pode sempre te pregar uma peça: não se deixe enganar quando acordar e ver o ‘tempo fechado’, pq com certeza o sol vai aparecer e fazer a temperatura subir (#ficaadica2).

Bom, vamos falar de vinhos.  No Vale dos Vinhedos, que além de Bento Gonçalves também reúne os municípios de Garibaldi e Monte Belo do Sul (Serra Gaúcha) existem várias vinícolas para visitação, cursos e degustações. Das produções locais e domésticas até as famosas e premiadas em roteiros de cultura, história e gastronomia sem sair do país. Algumas pelas quais passamos: Aurora, Salton, Miolo, Casa Valduga, Casa Madeira e Vinícola Legado.

Na belíssima fazenda da Casa Valduga conhecemos as parreiras centenárias em um ‘céu’ coberto de uvas ainda verdes para admiração de todos. A vinícola Valduga também nos proporciona uma linda vista do alto de um casarão das plantações locais.

Nossa escolha de passeio monitorado foi pela tradicional Vinícola Salton, fundada em 1910 pela família do imigrante italiano Antonio Domenico Salton. Entre vinhedos, tanques de fermentação, auto-claves, adega e até um labirinto, conhecemos a história da empresa e dos vinhos. Com direito a degustação do rotulo tomado pelos papas Francisco e Bento XVI, em suas visitas ao país: o vinho Talento, com garrafas e cálices em exposição.

 Na Vinícola Legado encontramos o espumante eleito o melhor do Brasil (Top Tem Expovinis Brasil, 2016). O “Gran Legado Brut Champenoise” foi o nosso escolhido para o brinde de ano novo: perfeito. Nas diversas lojas também encontramos acessórios para vinhos, taças, suco integral, geleias, produtos de beleza e até cervejas.

Sem querer dar uma de enóloga, mas entre os vinhos que provamos quero destacar mais três. O Casa Valduga Arte Tradicional Brut – leve e refrescante (uma boa pedida para o verão). O Espumante Garibaldi Moscatel – com sabor adocicado. E para fechar o Salton Poética Rosé – com finas borbulhas, brilhante e intenso. Quanto mais eu leio, ouço e aprendo sobre vinhos, mais se sobressai a máxima: vinho bom é aquele que você gosta (#ficadica3). Um brinde a vida!

 

 

Informações históricas

 http://www.bentogoncalves.rs.gov.br/

http://www.valedosvinhedos.com.br/vale/index.php

Vinícolas

https://www.salton.com.br/

http://www.casavalduga.com.br/a-vinicola/

http://www.granlegado.com.br/

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Farina Park Hotel: hospedagem no sul do país

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Eu adoro hotel – tem quem não goste, ou  não ache nada demais. Mas confesso que é uma das minhas partes favoritas na viagem: explorar, conhecer e principalmente usufruir de todos os ambientes.

Foram 5 dias, incluindo a noite de Ano Novo hospedados no Farina Park Hotel, em Bento Gonçalves. No site do hotel se lê: “Aconchego e atendimento especial”. Fatos reais.

Cercado por muito verde me senti em uma fazenda, mas com toda a infraestrutura que um hotel urbano pode oferecer.

Ao entrar no loby já denuncia a “pegada” rústica, com tijolos a vista, artigos de decoração de vinho e claro uma lareira. Ideal para curtir um friozinho, clima mais predominante nesta região. Além, claro do simpático sotaque da atenciosa recepcionista.

Outra coisa que gosto muito em hotel é o restaurante. No Farina quem cuida deste serviço é o Arte in Tavola, um típico restaurante italiano que só abre para o jantar. Com um cardápio enxuto mas bem variado e saboroso. A casa tem o cuidado de preparar tudo, incluindo os pães, sorvetes e sobremesas. Destaque para o couver – incluso no preço do prato – com diferentes opções de patês todos os dias. O Arte in Tavola fica em um andar abaixo da recepção, temos a sensação de entrarmos em uma gruta, clima ressaltado pela decoração e luz amarelada.

Ainda nos comes e bebes, o café da manhã é servido em outra área e no estilo colonial – o que garante fartura de pães, bolos e geleias bem fresquinhos. 

Os quartos são bem decorados, sem muito luxo, mas com conforto e limpeza impecáveis. A área de lazer conta com duas piscinas (adulto e infantil) além de uma sala de ginástica que estou começando a frequentar em hotéis, rs.

Observação: não participamos da festa de ano novo do hotel, motivo?! O valor. R$700,00 por pessoa. Sempre acho esse valor absurdo, não?! Curtimos a queima de fogos na entrada do hotel, fizemos uma ceia improvisada – no quarto mesmo – e brindamos com um delicioso frisante de Bento Gonçalves. #viagemperfeita

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Deixe Gramado te conquistar

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Ainda no Rio Grande do Sul fomos conhecer Gramado: amor à primeira vista. Já pelo caminho (Bento Gonçalves – Nova Petrópolis – Gramado) fomos recebidos por um corredor de hortênsias. Ao chegar no centro da cidade me senti transportada para um mundo mágico, visual e encantado. Gramado é uma cidade para se apreciar, olhar com calma e sonhar.

Também decorada para as festas de final de ano, somos convidados a conhecer o “maior Natal do mundo”. A programação Natalina é um show à parte e costuma começar em outubro e terminar no início de janeiro. Como ficamos só um dia a ideia era assistirmos os espetáculos no começo da noite, mas infelizmente, por conta da chuva resolvermos voltar. Sem problemas, pq assim já escolhemos o destino da próxima viagem de final de ano.

Destaque também para a gastronomia, com diversos lugares charmosos e de todos os preços para comer e beber. Não se esqueça de experimentar os tradicionais chocolates da região.

As atrações turísticas em Gramado, além do Natal, são variadas – museus e parques. Fique atento aos preços das entradas na alta temporada, vale a pena a pesquisa e compra pela internet. Tentamos conhecer o famoso Museu de Cera e do Automóvel, mas tudo muito cheio e salgado.

Optamos por conhecer o Parque do Lago Negro com entrada gratuita, que Inicialmente chamava-se Vale do Bom Retiro. Porém após um incêndio que destruiu a mata local, o lugar foi reconstruído com o Lago e decorado em árvores importadas da Floresta Negra da Alemanha, que originou o nome Lago Negro. Ideal para um passeio com as crianças e uma pausa para o chimarrão.

Entre tantos encantos, fique atendo a arquitetura de Gramado. Cada casa, prédio ou comércio guarda uma surpresa aos olhos e o coração, com suas ruas coloridas naturalmente pelas flores e jardins. Para concluir: se você não conhece Gramado, inclua nos seus próximos planos de viagem.

 

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